Uma professora de 54 anos foi presa preventivamente nesta sexta-feira (21), em Cascavel, no Oeste do Paraná, durante uma investigação do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
O caso envolve quatro crianças de 3 anos que frequentavam o CMEI Geraldo Figueiredo, no bairro Santa Cruz. Segundo a Polícia Civil, imagens das câmeras de segurança da unidade registraram situações consideradas incompatíveis com os cuidados que deveriam ser oferecidos às crianças.
Entre os episódios investigados estão crianças sendo puxadas pelos braços e arrastadas pela sala. A investigação também aponta que garrafas congeladas teriam sido entregues para que os pequenos segurassem.
Em outra situação, uma criança teria sido impedida de permanecer sentada no tatame e obrigada a ficar diretamente sobre o chão frio, usando apenas uma bermuda.
De acordo com a delegada Thais Zanatta, responsável pelo Nucria de Cascavel, uma das crianças apresentou mudanças de comportamento após os episódios e teria passado a apresentar comportamento de automutilação. A criança atualmente está em acolhimento familiar.
A Polícia Civil também apura uma possível tentativa de interferência na investigação. Conforme a delegada, a professora teria ameaçado integrantes da direção do CMEI e coagido testemunhas depois de tomar conhecimento das apurações.
A mulher já estava afastada cautelarmente pela Secretaria Municipal de Educação. O mandado de prisão preventiva foi cumprido por policiais do Nucria na residência dela nesta sexta-feira. Ela não resistiu à prisão, nega as acusações e foi encaminhada à Cadeia Pública.
A investigada responde, em tese, por crimes de tortura, maus-tratos, lesão corporal e coação no curso do processo.
Outras duas servidoras, de 44 e 50 anos, também são investigadas. Elas permanecem em liberdade, mas estão sujeitas a medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo a proibição de aproximação das vítimas e testemunhas.
A Secretaria Municipal de Educação informou que a denúncia foi encaminhada pela própria pasta ao Nucria e ao Conselho Tutelar. O caso também é acompanhado pela Corregedoria do Município, na esfera administrativa.
A Secretaria afirmou ainda que a segurança das crianças é prioridade e que adotou as medidas cabíveis, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.
Rádio RCS FM – A Voz de São Jorge D’Oeste/PR