Nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, completam-se 72 anos da morte de Getúlio Dorneles Vargas, uma das figuras mais importantes e controversas da história política brasileira.
Nascido em 19 de abril de 1882, em São Borja, no Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas foi advogado, político e presidente do Brasil. Ele chegou ao poder em 1930, após a Revolução de 1930, e permaneceu à frente do país em diferentes períodos até 1945. Em 1951, retornou à Presidência após ser eleito pelo voto popular.
Durante seus governos, Vargas promoveu profundas transformações na economia e nas relações de trabalho no Brasil. Entre as principais marcas de sua trajetória estão a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, a instituição do salário mínimo e o fortalecimento da legislação trabalhista.
Seu governo também teve papel importante no processo de industrialização brasileira, com a criação e o fortalecimento de empresas e instituições estratégicas para o desenvolvimento nacional.
Por outro lado, parte de sua trajetória foi marcada pelo autoritarismo. Entre 1937 e 1945, Vargas comandou o chamado Estado Novo, período ditatorial caracterizado por censura à imprensa, perseguição a opositores políticos e concentração de poder no governo federal.
Em 1951, voltou à Presidência pelo voto popular. Seu segundo governo foi marcado por fortes disputas políticas e econômicas. Em meio a uma grave crise, Getúlio Vargas tirou a própria vida em 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
A morte provocou grande comoção em todo o país e transformou Vargas em uma das figuras mais lembradas da política brasileira do século XX.
Setenta e dois anos depois, seu legado continua sendo tema de debates entre historiadores e pesquisadores, principalmente pelos avanços na legislação trabalhista e industrialização, mas também pelo período autoritário de seu governo.
Rádio RCS FM – A Voz de São Jorge D’Oeste/PR