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São Jorge D'Oeste

CRAS é porta de entrada da Assistência Social e fortalece rede de proteção em São Jorge D’Oeste

O Conselho Tutelar, segundo a equipe, é parceiro fundamental na garantia dos direitos das crianças e adolescentes

CRAS é porta de entrada da Assistência Social e fortalece rede de proteção em São Jorge D’Oeste
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O trabalho realizado pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de São Jorge D’Oeste foi destaque em entrevista concedida à Rádio RCS FM nesta Terça-Feira(24). A equipe técnica detalhou como funciona a política pública de assistência social no município, explicou as diferenças entre proteção básica e especial e reforçou o papel da rede de proteção na garantia de direitos, especialmente de crianças, adolescentes, mulheres e idosos.
Participaram da entrevista a assistente social Nathiele Ourique e as psicólogas Jéssica Seleski e Thaís Francisco, que atuam tanto na proteção básica quanto na proteção especial no município.
 
Porta de entrada da Assistência Social
 
O CRAS é reconhecido como a principal porta de entrada da política de assistência social. É ali que famílias e indivíduos procuram orientação, benefícios e acompanhamento.
Conforme explicou a equipe, o trabalho está inserido no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que organiza os serviços em níveis de proteção:
Proteção Social Básica – desenvolvida pelo CRAS, com foco na prevenção de vulnerabilidades e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
Proteção Social Especial – voltada a situações em que já houve violação de direitos, como negligência, violência doméstica ou rompimento de vínculos.
Alta Complexidade – que inclui serviços de acolhimento institucional para crianças, adolescentes e idosos, realizados por meio de convênios regionais.
Por ser município de pequeno porte, São Jorge D’Oeste não possui CREAS estruturado, mas conta com equipe especializada que atua junto à Secretaria de Assistência Social, garantindo atendimento técnico e acompanhamento dos casos.
 
Quando a violência já aconteceu
 
Na proteção especial, o foco é reconstruir vínculos e reduzir situações de violação de direitos. Entre as principais demandas atendidas estão:
Casos de crianças e adolescentes em situação de negligência ou desproteção;
Violência doméstica contra a mulher;
Situações envolvendo idosos em condição de vulnerabilidade;
Conflitos familiares graves.
As profissionais destacaram que decisões como acolhimento institucional não são tomadas de forma isolada. O processo envolve relatórios técnicos, estudos de caso e decisão judicial, sempre priorizando a permanência da pessoa no seio familiar — sendo o afastamento a última alternativa.
 
Rede de proteção fortalecida
 
A atuação é intersetorial e envolve uma rede formada por:
Assistência Social
Saúde
Educação
Polícia Militar
Conselho Tutelar
Ministério Público
Poder Judiciário
 
O Conselho Tutelar, segundo a equipe, é parceiro fundamental na garantia dos direitos das crianças e adolescentes. Reuniões mensais e capacitações conjuntas fortalecem a atuação integrada.
Além disso, qualquer cidadão pode acionar os canais de denúncia em casos de suspeita de violência, como a Polícia Militar, o Disque 180 (violência contra a mulher), o Ministério Público ou a própria Assistência Social.
Benefícios socioassistenciais
Entre os benefícios ofertados via CRAS estão:
Auxílio-alimentação (cesta básica);
Auxílio-natalidade (kit para recém-nascido);
Auxílio-funeral;
Auxílio em casos de calamidade pública (tempestades, incêndios);
Passagem para mulheres e crianças vítimas de violência;
Programas estaduais como o Cartão Comida Boa;
Programa Bolsa Família (Governo Federal).
A porta de entrada para acesso aos benefícios é o Cadastro Único (CadÚnico), realizado no próprio CRAS.
A equipe também destacou que os benefícios são temporários e visam garantir proteção em momentos de fragilidade, promovendo autonomia das famílias a médio e longo prazo.
Trabalho preventivo e fortalecimento de vínculos
Além do atendimento técnico, o CRAS desenvolve ações preventivas por meio do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e do PAIF (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família).
 
Entre as atividades estão:
Oficinas com crianças e adolescentes;
Grupos e reuniões familiares;
Campanhas educativas, como o 18 de Maio (Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil) e ações de conscientização sobre violência e saúde mental.
As oficinas não têm apenas caráter recreativo. Elas funcionam como instrumento de prevenção, formação cidadã e fortalecimento emocional e comunitário.
Sigilo e acolhimento
Um dos pontos enfatizados durante a entrevista foi o compromisso ético com o sigilo profissional. As famílias atendidas têm suas informações preservadas, conforme determina o código de ética das profissões envolvidas.
A equipe reforçou que o CRAS é um espaço de acolhimento e orientação:
“Assistência social é para quem dela precisar.”
A mensagem final das profissionais foi de incentivo para que as famílias procurem o serviço sempre que necessário, sem medo ou receio.
O CRAS de São Jorge D’Oeste permanece de portas abertas, fortalecendo a rede de proteção social e construindo, diariamente, bases mais seguras para a comunidade.
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