Os hospitais e os institutos médicos legais (IML) da Venezuela enfrentam uma situação de colapso após os dois fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira, dia 24.
De acordo com o governo venezuelano, o número oficial de mortos chegou a pelo menos 1.450 vítimas neste domingo, dia 28. Já a Organização das Nações Unidas estima que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas, enquanto mais de 3 mil ficaram feridas.
As equipes de resgate seguem trabalhando ininterruptamente na busca por sobreviventes entre os escombros de prédios, residências e estabelecimentos comerciais destruídos. Em diversas cidades, hospitais operam acima da capacidade, recebendo um grande fluxo de vítimas, enquanto os Institutos Médicos Legais também registram superlotação devido ao elevado número de óbitos.
O governo venezuelano decretou estado de emergência nas regiões mais afetadas e mobilizou forças de segurança, defesa civil e equipes médicas. Países vizinhos e organizações internacionais também iniciaram o envio de ajuda humanitária, incluindo alimentos, medicamentos, água potável, equipes de resgate e hospitais de campanha.
A tragédia é considerada uma das maiores já registradas na história recente da Venezuela, e o número de vítimas ainda pode aumentar à medida que as buscas avançam nas áreas atingidas.
As autoridades orientam a população a permanecer em locais seguros e seguir as recomendações dos órgãos de emergência, já que há risco de novos tremores secundários.
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