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PEC do voto impresso esquenta pauta da Câmara

O presidente afirma, seguidamente, que sem esse mecanismo as eleições serão fraudadas
PEC do voto impresso esquenta pauta da Câmara

A comissão especial criada pela Câmara Federal para avaliar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que institui o voto impresso avalia hoje parecer do deputado federal bolsonarista paranaense Filipe Barros (PSL), favorável à mudança. A iniciativa corre o risco de ser barrada já nessa fase, depois que dirigentes de onze partidos fecharam questão contra a medida na semana passada. Para garantir a rejeição da ideia – uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – as siglas trocaram integrantes da comissão favoráveis à PEC por parlamentares alinhados à orientação dos comandos partidários.
Na quinta-feira, cinco partidos (MDB, PSD, PL, Patriota e PV) já trocaram integrantes da comissão, incluindo os deputados Raul Henry (MDB-PE), Israel Batista (PV-DF), Marreca Filho (Patriota-MA), Júnior Mano (PL-CE) e Charles Fernandes (PSD-CE) como titulares.


O Solidariedade também indicou Bosco Saraiva (AM) como membro titular no colegiado - o espaço estava vago. Dois suplentes do PL também foram retirados da comissão, abrindo vaga para Bosco Costa (PL-SE) e Márcio Alvino (PL-SP). Outros partidos, como PSDB, Republicanos, PSL, Cidadania, PP e Avante, também participaram do encontro dos dirigentes e devem fazer as alterações, na composição da comissão, necessárias até assegurar maioria para derrubar a proposta. O PT e a Rede já tinham se declarado contra a PEC. O líder do PSDB na Câmara, Rodrigo de Castro (MG), reforçou a posição de defesa da manutenção do sistema de votação por urna eletrônica.
Campanha - A Comissão Especial da Câmara discute justamente um texto proposto pela deputada Bia Kicis (PSL-DF), aliada do presidente. Além disso, o colegiado tem Filipe Barros como relator e outro deputado bolsonarista paranaense, Paulo Eduardo Martins (PSC) como presidente.
A ação dos dirigentes dos partidos foi feita com a participação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que presidirá a Corte eleitoral no período das campanhas, em 2022. Tanto Barroso como Moraes são contrários às mudanças no atual sistema de votação por urnas eletrônicas.


Pela proposta em análise na comissão, as urnas seriam modificadas para acrescentar também um voto impresso que poderia ser auditado na apuração das eleições. Bolsonaro e seus seguidores têm insistido na defesa da adoção da PEC do voto impresso. O presidente afirma, seguidamente, que sem esse mecanismo as eleições serão fraudadas. Ele também repete, mas sem nunca ter apresentado qualquer prova, que teria vencido a eleição de 2018 já no primeiro turno.

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