A Prefeitura de Juiz de Fora confirmou que subiu para 23 o número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24). O volume intenso de precipitação provocou alagamentos, deslizamentos de terra e o transbordamento de rios, deixando um rastro de destruição em diversos bairros da cidade.
Diante da gravidade da situação, o município decretou estado de calamidade pública, medida que permite agilizar a liberação de recursos e a adoção de ações emergenciais para atendimento às vítimas.
Desabrigados e desaparecidos
Segundo a Defesa Civil, cerca de 440 pessoas estão desabrigadas e foram encaminhadas para abrigos provisórios disponibilizados pelo poder público. Além disso, equipes seguem nas buscas por desaparecidos em áreas atingidas por deslizamentos.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atua desde as primeiras horas após o temporal no resgate de vítimas, atendimento de ocorrências e monitoramento de áreas de risco. Já foram registrados mais de 250 chamados relacionados a alagamentos, quedas de barreiras e salvamentos.
Fevereiro mais chuvoso da história
De acordo com dados meteorológicos, fevereiro de 2026 se tornou o mês mais chuvoso já registrado no município. O acumulado de precipitação ultrapassou significativamente a média histórica para o período, agravando a situação em razão do solo já encharcado.
O transbordamento do Rio Paraibuna intensificou os alagamentos e contribuiu para o isolamento de comunidades inteiras.
Serviços suspensos e alerta de novas chuvas
As aulas presenciais nas escolas da rede municipal foram suspensas temporariamente. A prefeitura informou que as equipes seguem mobilizadas na remoção de entulhos, assistência social às famílias atingidas e avaliação estrutural de imóveis.
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta de chuvas intensas para parte do Sudeste, com previsão de instabilidade nos próximos dias, o que pode elevar o risco de novos alagamentos e deslizamentos até sexta-feira (27).
As autoridades orientam que moradores de áreas de risco permaneçam atentos aos avisos oficiais e acionem a Defesa Civil em caso de emergência.
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