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São Jorge D'Oeste

Proteção animal avança em São Jorge D’Oeste com 156 castrações pelo convênio municipal e reforço na conscientização comunitária

Campanhas de vacinação fortalecem a saúde pública

Proteção animal avança em São Jorge D’Oeste com 156 castrações pelo convênio municipal e reforço na conscientização comunitária
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A proteção animal voltou ao centro do debate público em São Jorge D’Oeste após um caso recente de maus-tratos que mobilizou a comunidade e reforçou a importância da denúncia responsável, da atuação integrada entre órgãos públicos e do fortalecimento de políticas permanentes de controle populacional e bem-estar animal.
O episódio trouxe à tona um tema sensível, mas necessário: a responsabilidade coletiva na prevenção da crueldade e no enfrentamento ao abandono. Paralelamente, o município consolida uma política estruturada de castrações por meio de convênio com a Clínica Vale Vete, ampliando resultados concretos no controle populacional.
156 castrações gratuitas já realizadas
Em entrevista à Rádio RCS-FM, a médica-veterinária Dra. Mariana detalhou o funcionamento do convênio municipal que garante castrações gratuitas para animais em situação de abandono, resgatados por protetores independentes, sob tutela temporária ou classificados como animais comunitários.
Desde o início da vigência do convênio, já foram realizadas 156 castrações, entre cães e gatos, machos e fêmeas. Um dado que chama atenção é que não houve registro de óbitos nos procedimentos realizados, mesmo em casos de animais idosos ou sem histórico clínico.
 
A ação inclui:
Captura do animal;
Avaliação clínica;
Procedimento cirúrgico;
Acompanhamento no pós-operatório;
Destinação responsável (adoção, retorno monitorado ou manutenção como animal comunitário).
Segundo a veterinária, a castração é uma política de médio e longo prazo:
“Uma fêmea canina pode ter duas ninhadas por ano, enquanto uma fêmea felina pode procriar até quatro vezes. O impacto populacional é muito grande. O controle reprodutivo é essencial para reduzir abandono e sofrimento.”
Desafio dos animais soltos e responsabilidade dos tutores
Durante o programa, moradores relataram situações envolvendo cães soltos em vias públicas, especialmente ataques a motociclistas e entregadores. A questão traz preocupação tanto pelo risco de acidentes quanto pelo potencial de transmissão de doenças.
 
A orientação técnica é:
Identificar se há tutor responsável;
Buscar diálogo quando possível;
Em caso de persistência, acionar Vigilância Sanitária, Defesa Civil ou Polícia Militar.
A profissional reforçou que abandono e omissão configuram responsabilidade legal do tutor. O município estuda formas de ampliar mecanismos de responsabilização e conscientização.
Canil municipal não resolve sozinho
Questionada sobre a criação de canil municipal como solução, a veterinária ponderou que a simples remoção dos animais da rua pode apenas transferir o problema de endereço.
Segundo ela, a mistura de animais sem histórico sanitário pode favorecer a disseminação de doenças, exigindo estrutura técnica adequada para isolamento, vacinação e tratamento.
“A solução passa por castração contínua, vacinação e posse responsável”, destacou.
 
Campanhas de vacinação fortalecem a saúde pública
Além das castrações, o município realizou campanha de vacinação antirrábica em parceria com a Vigilância Sanitária. A procura superou a expectativa, e as doses disponibilizadas foram aplicadas antes do prazo previsto.
A raiva é uma zoonose — doença transmissível do animal ao ser humano — e exige protocolo rigoroso de prevenção. Em casos de mordida, a recomendação é buscar imediatamente atendimento na rede de saúde.
Também houve campanha específica para imunização felina, ampliando a cobertura e fortalecendo o controle sanitário no município.
 
Resultado já começa a aparecer
Segundo avaliação clínica e observação prática, já é possível perceber diminuição gradativa no número de animais abandonados e também redução na quantidade de animais por residência.
Os efeitos da política de castração não são imediatos, mas os resultados começam a surgir com a continuidade das ações.
 
Conscientização é responsabilidade coletiva
O avanço da política de proteção animal em São Jorge D’Oeste demonstra que a solução não depende apenas do poder público ou da atuação voluntária de protetores e profissionais.
Denunciar maus-tratos, manter vacinação em dia, castrar animais e exercer posse responsável são atitudes que impactam diretamente na saúde pública, na segurança urbana e no bem-estar coletivo.
A proteção animal deixou de ser um tema isolado: tornou-se pauta institucional, compromisso social e responsabilidade compartilhada.
RCS-FM – A voz de São Jorge D’Oeste.
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