Os produtores rurais do Sudoeste do Paraná devem ficar atentos: já está em vigor o período do vazio sanitário da soja, medida obrigatória que segue até o dia 10 de setembro de 2026. Durante esses 90 dias, é proibida a presença de plantas vivas de soja nas propriedades rurais, incluindo lavouras comerciais e plantas voluntárias, conhecidas como “guaxas” ou “tigueras”.
A medida é determinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e tem como principal objetivo combater a ferrugem-asiática, considerada a doença mais severa da cultura da soja. O fungo responsável pela doença sobrevive apenas em plantas vivas, por isso a eliminação dessas plantas durante a entressafra reduz significativamente a disseminação do problema para a próxima safra.
De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), cabe aos produtores monitorar constantemente suas áreas, incluindo lavouras em pousio, beiras de estradas, carreadores e cultivos de inverno, eliminando imediatamente qualquer planta de soja que surgir durante o período.
A fiscalização é realizada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e o descumprimento das regras pode resultar em notificações, multas administrativas e outras penalidades previstas na legislação.
Além de ajudar no controle da ferrugem-asiática, o vazio sanitário contribui para reduzir o número de aplicações de fungicidas, diminuir os custos de produção e preservar a eficácia dos produtos utilizados no combate à doença.
Para a safra 2026/2027, a Região 3, que engloba os municípios do Sudoeste do Paraná, terá a semeadura da soja autorizada a partir de 11 de setembro de 2026, seguindo até 10 de janeiro de 2027.
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