O acidente com o voo 2283 da Voepass ocorreu em 9 de agosto de 2024. A tragédia completou exatamente dois anos no domingo, 9 de agosto de 2026, e deixou 62 vítimas — 58 passageiros e quatro tripulantes.
Entre as vítimas estava Deonir Secco, professor do curso de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, no campus de Cascavel. Embora residisse em Cascavel, Deonir possuía fortes raízes em São Jorge D’Oeste, onde viveu a juventude e permanecem familiares e amigos.
Conhecido entre pessoas próximas pelo apelido de “Gordo”, ele era filho de Ângelo Amélio Secco e irmão de Valmir Secco, Itacir Secco e de Leodir Secco conhecido como “Jacaré”.
Deonir era graduado em Agronomia e doutor na mesma área pela Universidade Federal de Santa Maria. Na Unioeste, dedicou-se ao ensino, à orientação acadêmica e à pesquisa, com atuação especialmente voltada à física, ao manejo e à conservação do solo.
Também foi um dos idealizadores do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Energia na Agricultura, no qual exerceu a coordenação entre 2010 e 2012. Coordenava o Laboratório de Física do Solo e liderava um grupo de pesquisa dedicado ao manejo sustentável dos solos e das atividades agrícolas.
Sua produção científica abordava temas como propriedades físicas do solo, conservação, produtividade agrícola e sustentabilidade dos cultivos. Ao longo da carreira, participou da formação de estudantes da graduação e da pós-graduação, orientando pesquisas e contribuindo para o desenvolvimento da Engenharia Agrícola no Oeste do Paraná.
Em homenagem publicada pela instituição, a Unioeste destacou Deonir como professor, doutor em Agronomia, idealizador de programa de pós-graduação e liderança em pesquisas sobre manejo sustentável do solo.
No dia do acidente, Deonir seguia de Cascavel para Guarulhos, de onde daria continuidade a uma viagem internacional. A perda repercutiu profundamente na comunidade acadêmica de Cascavel e também em São Jorge D’Oeste, município ao qual sua trajetória pessoal e familiar permaneceu ligada.
Dois anos depois, sua memória permanece associada não apenas à tragédia, mas principalmente ao legado construído como professor, pesquisador e orientador de diferentes gerações de profissionais. As informações sobre sua formação e atuação acadêmica foram confirmadas em publicações da Unioeste, em trabalhos científicos da instituição e nos registros da Rádio RCS FM.
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