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São Jorge D'Oeste

Macacos-prego surpreendem moradores no interior de São Jorge D’Oeste

O episódio em São Jorge D’Oeste exemplifica a capacidade desses primatas de se adaptar a ambientes modificados pelo homem.

Macacos-prego surpreendem moradores no interior de São Jorge D’Oeste
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Uma cena inusitada chamou a atenção dos moradores da zona rural do município nos últimos dias. Um grupo numeroso de macacos-prego (Sapajus nigritus) foi flagrado circulando livremente entre propriedades agrícolas e estradas vicinais.
A aparição foi registrada por câmeras de segurança instaladas na residência de Geiziani e Rodrigo Caron, localizada nas proximidades do Laticínio Nato Bom. As imagens mostram dezenas de animais atravessando a estrada em fila, comportamento típico de bandos organizados dessa espécie.
Segundo Geiziani, não é raro observar os animais na região, mas a quantidade atual surpreendeu até os moradores mais acostumados à presença da fauna silvestre.
“Eles sempre passam por aqui, mas desta vez foi diferente. O número era bem maior do que o comum”, relatou.
A cena reforça como esses primatas estão cada vez mais adaptados a áreas próximas de atividades humanas, explorando espaços rurais e agrícolas em busca de alimentos.
Quem é o macaco-prego?
O macaco-prego é uma das espécies de primatas mais comuns no Paraná, conhecido por sua inteligência, organização social e grande capacidade de adaptação.
Medem entre 35 e 45 centímetros (sem contar a cauda, que pode chegar a outro tanto).
Alimentam-se de frutas, sementes, insetos e pequenos animais.
Costumam viver em bandos de 10 a 30 indivíduos, liderados por um macho dominante.
No meio rural, não é incomum que se aproximem de plantações e até mesmo de residências, atraídos pela disponibilidade de alimentos.
Impactos e desafios
Especialistas em fauna alertam que a presença frequente dos macacos-prego pode indicar alterações no habitat natural, seja pela redução de áreas de floresta nativa ou pela abundância de comida em ambientes agrícolas.
Essas interações, porém, trazem riscos: os animais podem causar danos em lavouras, invadir galpões em busca de alimento e até se tornar agressivos quando se acostumam à presença humana.
Recomendações de manejo
Autoridades ambientais orientam moradores a adotar cuidados básicos:
Não alimentar os macacos, evitando que percam a habilidade de buscar recursos naturais.
Proteger plantações e depósitos de alimentos com telas ou cercas.
Registrar ocorrências junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente ou ao Instituto Água e Terra (IAT).
Promover conscientização: os macacos-prego são animais silvestres e estão protegidos por lei, sendo proibida sua captura ou maus-tratos.
O episódio em São Jorge D’Oeste exemplifica a capacidade desses primatas de se adaptar a ambientes modificados pelo homem. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação da biodiversidade e ao equilíbrio entre atividade rural e conservação ambiental.
“A aparição de grupos numerosos como este mostra que a fauna local continua resistente, mas também evidencia como as mudanças ambientais impactam o comportamento dos animais”, destacou um biólogo consultado pela reportagem.
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