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Polícia indicia homem que chutou a própria filha de 3 anos no Paraná por tortura e lesão corporal

O investigado não teve a identidade divulgada e é representado pela Defensoria Pública

Polícia indicia homem que chutou a própria filha de 3 anos no Paraná por tortura e lesão corporal
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A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que investigava o caso do homem flagrado agredindo a própria filha, de apenas 3 anos, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. O suspeito foi indiciado pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura, após a investigação apontar que as agressões iam além do episódio registrado por câmeras de segurança.

O caso ganhou repercussão nacional depois que imagens de uma câmera de monitoramento mostraram o homem caminhando com os dois filhos. Em determinado momento, ele se vira e desfere um chute contra a menina, que cai no chão. Uma pessoa que passava pelo local tentou intervir, mas foi confrontada pelo pai das crianças.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu outros episódios de violência. Segundo o delegado Ricardo Moraes, o filho mais velho, de 5 anos, também teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira dias antes. Além disso, as duas crianças eram submetidas a castigos considerados cruéis, sendo obrigadas a permanecer ajoelhadas sobre tampinhas de garrafa, grãos de milho e feijão, prática que fundamentou o indiciamento por tortura.

A mãe das crianças registrou boletim de ocorrência após tomar conhecimento do vídeo que circulava nas redes sociais. O homem chegou a se apresentar espontaneamente à delegacia e foi ouvido, mas acabou liberado por não estar em situação de flagrante. Com o avanço das investigações e a descoberta de novos indícios de violência, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça. O suspeito permanece preso.

O investigado não teve a identidade divulgada e é representado pela Defensoria Pública. Conforme a Polícia Civil, ele não possui antecedentes criminais no Paraná. As crianças seguem acompanhadas pelos órgãos de proteção, enquanto o caso continua à disposição da Justiça.

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