Quatro pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (14) durante a Operação Sophia, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) com apoio da Polícia Civil do Paraná (PCPR). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes milionários por meio de falsas campanhas de arrecadação na internet, utilizando indevidamente a imagem de crianças em tratamento contra o câncer.
No Sudoeste do Paraná, as prisões ocorreram em Francisco Beltrão e Cruzeiro do Iguaçu. As diligências foram realizadas por equipes da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão e da 60ª Delegacia Regional de Polícia de Dois Vizinhos.
Em Francisco Beltrão, os policiais prenderam um homem de 22 anos no bairro Presidente Kennedy. Na sequência, um homem de 23 anos e uma mulher de 21 anos também foram localizados e presos no bairro Água Branca. Durante a operação, um veículo alvo de ordem judicial foi apreendido.
Já em Cruzeiro do Iguaçu, um homem de 25 anos foi preso. No imóvel, os investigadores apreenderam um telefone celular e um notebook, equipamentos que serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa utilizava fotografias e vídeos de campanhas reais, sem autorização das famílias das crianças, para criar falsas campanhas de arrecadação. As investigações apontam ainda o uso de ferramentas de inteligência artificial, como tecnologia de deepfake e clonagem de voz, com o objetivo de conferir maior credibilidade às publicações fraudulentas.
As vítimas eram direcionadas para páginas falsas e convencidas a realizar doações por meio de transferências via Pix para contas bancárias controladas pelos investigados.
A Operação Sophia cumpre, ao todo, 19 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. Conforme balanço divulgado pelas autoridades, 16 pessoas já haviam sido presas durante o cumprimento da operação.
Os quatro suspeitos presos no Sudoeste do Paraná foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o prejuízo causado às vítimas em diferentes estados brasileiros.
Fonte: Polícia Civil do Paraná / Polícia Civil do Rio Grande do Sul / PPNews.
Comentários: